E assim vem ela...
E assim vem ela, deslizando sobre um homem com a sua aura incompreensível...
Com o nosso fim chega o nascimento da temida, o florescer momentâneo da morte.
E ela em si não é dolorosa...não é culpada...não tem consciência da sua acção.
Ela é apenas uma criança, na sua inocência inconsequente...A verdadeira dor é a que precede o seu primeiro e único sopro...
Amaldiçoem a vida se quiserem; a fragilidade, a incerteza, a infelicidade, os percalços, a solidão, a insignificância, a ilusão constante, a insatisfação; tudo o que lhe pertence, tudo o que nos faz pensar que a morte é um momento a fugir e não um nascimento a sublimar! Tudo o que se viva não é nada...e esse nada é tudo, tudo o que alguma vez teremos...Mas se o repouso, a paz só se alcança na morte; eu esperarei por ela com desejo e não medo.
Com o nosso fim chega o nascimento da temida, o florescer momentâneo da morte.
E ela em si não é dolorosa...não é culpada...não tem consciência da sua acção.
Ela é apenas uma criança, na sua inocência inconsequente...A verdadeira dor é a que precede o seu primeiro e único sopro...
Amaldiçoem a vida se quiserem; a fragilidade, a incerteza, a infelicidade, os percalços, a solidão, a insignificância, a ilusão constante, a insatisfação; tudo o que lhe pertence, tudo o que nos faz pensar que a morte é um momento a fugir e não um nascimento a sublimar! Tudo o que se viva não é nada...e esse nada é tudo, tudo o que alguma vez teremos...Mas se o repouso, a paz só se alcança na morte; eu esperarei por ela com desejo e não medo.
Não percebem que viver é doença, maleita incurável e torturante?
A vida só se torna um dom quando o homem atinge a paz, quando perde o temor à morte, quando aprende a ouvir e aceitar o sentido da sua natureza. Se se fugir à morte fugiu-se do melhor que a vida poderia dar...porque se viveu assustado correndo de vielas em vielas com o coração desenfreado e o sopro descompassado, numa eterna fuga.
Quando chegamos a um ponto em que à fatiga vence qualquer esforço...e quem e que se nos espeta a frente? A temida...tanta corrida e em vez de lhe estar a fugir foi se ao encontro! Maldito erro que já não queres ser corrigido...e agora que fazer? Chorar? Gritar?
Nada serve para recuperar o tempo esquecido...as lágrimas acudem nos aos olhos tentando libertar alguma dor...
Nada serve para recuperar o tempo esquecido...as lágrimas acudem nos aos olhos tentando libertar alguma dor...
E foi assim que temendo não viver não se viveu. Não se saboreou as cores, os finos detalhes, de cada viela desvendada...não se viu as pessoas que passavam ao lado de nós...não se ouviu o canto pela madrugada...não se sentiu a pele de alguém sobre os seus dedos, mais reconfortante que qualquer sonho...não se chegou sequer a pensar. Nem se existiu! Uma tragédia do dia a dia, de cada humano que se torna um cavalo de corrida na sua sociedade mal formada, na sua vida...e é por isso que a morte se torna dolorosa...um ultimo momento de descanso...o único instante que realmente vivem...mas nele só vivem as lágrimas de quem se perdeu...

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