segunda-feira, janeiro 22, 2007

Separados...

E quando voltei já nada era como o esperado...
Encontrei apenas trevas...o sol não se mostrou...
Entrei no mesmo lugar de sempre e vi o pesadelo vivo
Um só tornara-se duas metades...
Dois seres incompletos...Infelizes...Zangados...Separados...
Os olhos que outrora eram quentes são frios...
A voz que antes cantava a união, grita a insatisfação
E toda a luz daquelas caras foi-se, substituída por sombra
Voltei...e o meu ideal era ruína...queimada, rasgada, destruída
Só restavam aqui e ali, pedaços fumegantes, pretos do luto...
E só eles choravam comigo, porque os outros já não existiam,
Os outros eram exteriores as trevas, ao pesadelo, a noite...
Se inimaginável se passar…o de sempre será o de nunca
Não...isto não pode estar a acontecer...